AQUÁRIO DO RIO DE JANEIRO – Um exemplo de abuso
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- 14 de jan. de 2017
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O Rio de Janeiro conta com diversas paias que, se mais bem cuidadas e despoluídas serviriam mais e melhor para o lazer da população, seu contato com a natureza marinha e a educação ambiental do que a visita à Aquários que são cruéis prisões para animais. Ao invés de investir em limpeza, educação ambiental e reservas marinhas naturais, eis que nos deparamos com uma
iniciativa desastrosa.
Com o objetivo de ser o maior aquário da América Latina, o Projeto AquaRio vai na contramão da tendência mundial de repudiar o cativeiro de animais em Aquários e Zoológicos. No caso do AquaRio há planos para que sejam mantidos 8.000 animais de 350 espécies diferentes em um cativeiro de 22mil m² de área construída e 4,2 milhões de litros de água, a um custo que já chega a R$140.000.000,00. Para não mencionar que o uso de toda este material, dinheiro e especialmente água estão também em discordâncias com as necessidades humanas e os problemas ambientais que o plante enfrenta.
Atualmente existem mais de 100 aquários de grande porte ao redor do mundo. Nesta indústria cruel, 90% dos tanques são abastecidos com animais capturados. De 15 a 30 milhões de peixes tropicais e outros animais são exibidos em aquários privados e públicos. O transporte desses animais e os métodos usados para capturá-los muitas vezes causam sofrimento e morte.A retirada indevida dos animais de seus habitats naturais acentua o grave desequilíbrio nos sistemas aquáticos, já bastante sobrecarregados pela poluição e pela pesca predatória. Além disso, os animais são confinados em espaços muitíssimo menores que as distâncias que percorrem diariamente na natureza.
Quanto mais atrativo, interativo e maior o aquário, mais lucrativo para seus patrocinadores e pior para os animais. Luz, música, barulho, interação com humanos e tanques com decorações criativas, tudo é feito em favor do divertimento dos visitantes, com prejuízo para o bem estar dos animais marinhos, submetidos a constante estresse.
Em tese supõe-se que os aquários funcionam como centros de pesquisa, educação e conservação. Grandes organizações globais de proteção animal mostram que isto não é consistente. “Estudos apontam para números consistentes de doenças físicas, psicossociais e emocionais reincidentes em todos os animais capturados e mantidos em cativeiro. Portanto, não existem modelos de acomodação que sejam pautados no respeito pela vida animal. O simples manejo, comprovadamente, (vide relatório Suffering Deep Down),já acarreta em riscos à saúde e existência das espécies, podendo episódios de zoonoses e epidemias, prejudiciais tanto a humanos quanto para animais.
O aprendizado e a pesquisa devem ter abordagens sustentáveis e pautadas na ética ambiental, por meio de estudos e observação natural da vida selvagem em seu local de origem. Internet, livros, bibliotecas, documentários, expedições de mergulho e visitas ao ambiente natural são sempre opções mais razoáveis; sendo o confinamento um modelo de sofrimento crônico com consequências positivas somente ao enriquecimento de seus investidores.