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Ficando a par da verdade: "Esclarecimento da UIPA ao público"

  • VANICE TEIXEIRA ORLANDI
  • 14 de jan. de 2017
  • 3 min de leitura

Conforme já divulgado anteriormente pela Uipa, sua presidente desmantelou, em 2015, um esquema de fraudes que havia sido, recentemente, implantado na entidade, excluindo todos os seus envolvidos, o que a tornou alvo de denuncismo por parte de quem pretende reaver os proveitos perdidos.

Olho vivo gente...

Em virtude de falsas denúncias, a Uipa sofreu, de janeiro a dezembro, INACREDITÁVEIS DEZ VISTORIAS, por parte da Polícia Ambiental, Polícia Civil, Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária e Conselho Regional de Medicina Veterinária, QUE NÃO VERIFICARAM INDÍCIO ALGUM DE PRÁTICA DE MAUS-TRATOS.

Conforme o relatório de inspeção realizada em 20 de outubro último, os animais alojados estão contidos em espaço adequado, ambiente devidamente limpo e organizado, com ambientação apropriada e fichas de procedimentos padronizados para os vários setores da entidade, incluindo o atendimento aos animais alojados (a atualização do CMVS foi concluída poucos dias após aquela inspeção).

Como todas as investidas contra a Uipa fracassaram, a foto de um cão em péssimas condições, QUE JAMAIS ESTEVE NA UIPA, passou a ser usada para denegrir a sua imagem. Sem falar em outras manobras ardilosas como o vídeo de um cão branco e preto com bicheiras, filmado em janeiro, quando ingressou na entidade JÁ NAQUELE ESTADO, e que, de forma imediata, recebeu toda a assistência veterinária necessária.

Ao que parece, há quem imagine que os animais acolhidos pela Uipa por lá aportam em perfeitas condições. De tão calamitosas, a entidade nem pode exibir as fotos de muitos dos animais que acolhe, o que faz em respeito à sensibilidade de seus seguidores (falsos protetores costumam exibir fotos desse gênero para angariar fundos para subsistência própria, o que não é o caso da Uipa).

Nada mais fácil do que produzir fotos e vídeos chocantes em uma entidade que recebe animais em estado de absoluta penúria. Nada pode ser mais vil do que valer-se desse material para imputar maus-tratos a animais, justamente, à entidade que os acolheu para recuperá-los. A simples imagem, destacada de todo um contexto, não pode servir para avaliar a conduta técnica dos veterinários, ou do trabalho da entidade.

Se a Uipa eliminasse a vida dos enfermos, ou se não lhes ministrasse assistência veterinária, certamente, não haveria animal algum na enfermaria para ser fotografado ou filmado: essa é a conclusão lógica a que chegam as pessoas dotadas de mediana inteligência, não?

Luta-se, até o fim, pela vida do animal, mas em alguns casos, não existe reação ao tratamento, e apenas a eutanásia pode livrá-lo do sofrimento imposto por algum mal incurável. Nesses casos, a necessidade de prática de eutanásia, que é uma medida de assistência veterinária, é identificada pelo veterinário e autorizada pela Administração.

E a enfermaria, criticada por leigos, foi erguida em 2006, nos moldes requeridos pelos agentes sanitários, que não recomendam a contenção de cães em gaiolas.

Animais sequelados por acidentes, ou por cinomose, encontram-se em tratamento na enfermaria. Se a Uipa os tivesse eutanasiado, estaria sendo acusada de maus-tratos. Se os mantêm vivos, com tratamento diário ministrado por um veterinário, da mesma forma, é acusada de maus-tratos!

Como dizia Machado de Assis, “preso por ter cão, preso por não ter cão”.

Apesar de toda a difamação que a atinge, a Uipa não cessou suas atividades centenárias de acolher, recuperar, manter e promover a adoção de cães e gatos. Aliás, é a única, em São Paulo, que mantém-se aberta à visitação pública e recebe animais trazidos pelas Polícias Ambiental, Militar e Civil, CET e Corpo de Bombeiros.

Se a manutenção da entidade tornar-se inviável, em decorrência de tanta difamação, a cidade perderá a única ONG que realiza esse trabalho, que aliás, mereceu a Medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo.

As pessoas deveriam ser mais criteriosas e atentar para o caráter daqueles que difamam a Uipa e os interesses que os movem. Quem se preocupa com o bem-estar de cães e gatos, não submete à difamação uma entidade que os mantém sob sua guarda, porque temeria deixá-los sem recursos.

Se a Uipa não contasse com milhares de associados, mais de meio milhão de seguidores, um abrigo de nove mil metros quadrados e a clínica veterinária mais antiga do país, decerto que não atrairia o olhar de quem se vale do sofrimento de animais para subsistência própria.

Com a lembrança de Rui Barbosa, deixo o meu desabafo:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”

Vanice Teixeira Orlandi Presidente

FONTE: O GRITO DO BICHO


 
 
 
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