Ficando a par da verdade: "Esclarecimento da UIPA ao público"
Conforme já divulgado anteriormente pela Uipa, sua presidente desmantelou, em 2015, um esquema de fraudes que havia sido, recentemente, implantado na entidade, excluindo todos os seus envolvidos, o que a tornou alvo de denuncismo por parte de quem pretende reaver os proveitos perdidos.

Em virtude de falsas denúncias, a Uipa sofreu, de janeiro a dezembro, INACREDITÁVEIS DEZ VISTORIAS, por parte da Polícia Ambiental, Polícia Civil, Centro de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária e Conselho Regional de Medicina Veterinária, QUE NÃO VERIFICARAM INDÍCIO ALGUM DE PRÁTICA DE MAUS-TRATOS.
Conforme o relatório de inspeção realizada em 20 de outubro último, os animais alojados estão contidos em espaço adequado, ambiente devidamente limpo e organizado, com ambientação apropriada e fichas de procedimentos padronizados para os vários setores da entidade, incluindo o atendimento aos animais alojados (a atualização do CMVS foi concluída poucos dias após aquela inspeção).
Como todas as investidas contra a Uipa fracassaram, a foto de um cão em péssimas condições, QUE JAMAIS ESTEVE NA UIPA, passou a ser usada para denegrir a sua imagem. Sem falar em outras manobras ardilosas como o vídeo de um cão branco e preto com bicheiras, filmado em janeiro, quando ingressou na entidade JÁ NAQUELE ESTADO, e que, de forma imediata, recebeu toda a assistência veterinária necessária.
Ao que parece, há quem imagine que os animais acolhidos pela Uipa por lá aportam em perfeitas condições. De tão calamitosas, a entidade nem pode exibir as fotos de muitos dos animais que acolhe, o que faz em respeito à sensibilidade de seus seguidores (falsos protetores costumam exibir fotos desse gênero para angariar fundos para subsistência própria, o que não é o caso da Uipa).
Nada mais fácil do que produzir fotos e vídeos chocantes em uma entidade que recebe animais em estado de absoluta penúria. Nada pode ser mais vil do que valer-se desse material para imputar maus-tratos a animais, justamente, à entidade que os acolheu para recuperá-los. A simples imagem, destacada de todo um contexto, não pode servir para avaliar a conduta técnica dos veterinários, ou do trabalho da entidade.
Se a Uipa eliminasse a vida dos enfermos, ou se não lhes ministrasse assistência veterinária, certamente, não haveria animal algum na enfermaria para ser fotografado ou filmado: essa é a conclusão lógica a que chegam as pessoas dotadas de mediana inteligência, não?
Luta-se, até o fim, pela vida do animal, mas em alguns casos, não existe reação ao tratamento, e apenas a eutanásia pode livrá-lo do sofrimento imposto por algum mal incurável. Nesses casos, a necessidade de prática de eutanásia, que é uma medida de assistência veterinária, é identificada pelo veterinário e autorizada pela Administração.
E a enfermaria, criticada por leigos, foi erguida em 2006, nos moldes requeridos pelos agentes sanitários, que não recomendam a contenção de cães em gaiolas.
Animais sequelados por acidentes, ou por cinomose, encontram-se em tratamento na enfermaria. Se a Uipa os tivesse eutanasiado, estaria sendo acusada de maus-tratos. Se os mantêm vivos, com tratamento diário ministrado por um veterinário, da mesma forma, é acusada de maus-tratos!
Como dizia Machado de Assis, “preso por ter cão, preso por não ter cão”.
Apesar de toda a difamação que a atinge, a Uipa não cessou suas atividades centenárias de acolher, recuperar, manter e promover a adoção de cães e gatos. Aliás, é a única, em São Paulo, que mantém-se aberta à visitação pública e recebe animais trazidos pelas Polícias Ambiental, Militar e Civil, CET e Corpo de Bombeiros.
Se a manutenção da entidade tornar-se inviável, em decorrência de tanta difamação, a cidade perderá a única ONG que realiza esse trabalho, que aliás, mereceu a Medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo.
As pessoas deveriam ser mais criteriosas e atentar para o caráter daqueles que difamam a Uipa e os interesses que os movem. Quem se preocupa com o bem-estar de cães e gatos, não submete à difamação uma entidade que os mantém sob sua guarda, porque temeria deixá-los sem recursos.
Se a Uipa não contasse com milhares de associados, mais de meio milhão de seguidores, um abrigo de nove mil metros quadrados e a clínica veterinária mais antiga do país, decerto que não atrairia o olhar de quem se vale do sofrimento de animais para subsistência própria.
Com a lembrança de Rui Barbosa, deixo o meu desabafo:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”
Vanice Teixeira Orlandi Presidente
FONTE: O GRITO DO BICHO


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